Archive for the ‘dream thrillers’ Category

Dream Shot

February 1, '06

Dream Thriller series

Lá estava ela, sobretudo azul miosótis, fechado com cinto, os cabelos castanhos presos num coque, a face séria, mas ainda fina e bonita. Andava rapidamente, mas não parecia fugir. Não parecia. A camêra desce, policiais se aproximam, a seguram pelo braço e a guiam. A arma ainda em suas mãos.
Eis que aparece uma outra mulher. Parecia a sua mãe, era gorda, sobretudo azul marinho, preso do mesmo modo que o da filha, cabelos louros e o mesmo coque. Carregava uma arma também, mas esta era visivelmente maior. Uma espingarda, cano duplo. Se dirigiu aos policiais.
A mulher emparelha com a filha. Eu estava logo atrás, com meu irmão. Um dos policiais desapareceu do estacionamento, o outro se dirigia à saída do condomínio. A mulher se vira furiosa para ele que estava de costas, aponta a arma e atira no braço. O tiro acertou com força, no braço se abriu um rombo, do tamanho de uma rosca açúcarada. O homem cambaleou e caiu.
Então a mulher se vira pra mim, carrega a arma, aponta de novo. “Caralho, fodeu…” pensei eu. Ela atira. Antes de receber a carga ainda tenho tempo de remoer alguns pensamentos: “Puta merda, não agora….”. E o tiro me acerta.
Sinto um fluído escorrer pelo meu pescoço. Sinto o peso das balas. Sinto a queimação da pólvora quente. A dificuldade pra respirar. Penso em cada pessoa importante pra mim, no que não pude dizer à elas. À ela. No que não pude fazer. A tristeza se apodera de mim, choraria se consiguisse respirar. O ar falta, a vista embaça, meu óculos caem, os pensamento escurecem. Estou deitado, caído. A mulher, a filha… correm… meu irmão grita… tudo gira… escuresse… é o fim. Adeus.
Então acordo. Está tudo branco. As luzes me cegam. Morri? Mas consigo respirar, com dificuldade e uma certa dor, a garganta ainda queima. A ambulância entra em foco. Consigo ver o rosto do meu pai, agora um sorriso no rosto marcado de lágrimas. Minha mãe grita, mesma expressão. Sorriso e lágrimas. Meus dentes doem. Sinto o gosto de chumbo, de ferro.
Então sinto que posso falar. “Que diabos aconteceu?” minha voz rouca, áspera e um pouco enrolada pora causa daquelas coisas nos meus dentes “eu tinha tomado um tiro. No pescoço. Eu senti o sangue, pensei que tinha morrido…”. Meu pai sorriu ainda mais. “Também pensamos que você tinha morrido. Ficamos desesperados quando o Rafael ligou e disse que você tinha sido baleado. Chegamos o mais rápido que pudemos. Você estva caído, havia sangue por todo o lado. Pensamos…. pensamos que você…” a voz dele falhou. Ele respirou fundo e disse “Mas então vimos que não havia corte. Duas balas minúsculas estvam simplesmente encravadas no seu pescoço. Mas havia algo nos seus dentes, eram… eram balas bem maiores.”
Minha cabeça ainda não compreendia bem nada, nem mesmo a contradição daquelas palavras. Então ele continuou. “Aí, chamamos a ambulância e, bem… esperamos que você se recuperasse. Você se salvou, não sei como…”.
Minhas lembranças começaram a voltar, então perguntei “E aquela mulher, e a filha dela, onde elas estão?”. Meu pai fez cara de confuso e me disse “Só havia você, seu irmão e um policial ferido. Mas seu irmão também falou dela…”.

Então acordei, olhei para o teto do quarto e pensei “Caralho que sonho louco…”. Virei de lado e dormi de novo, com uma certa dor no pescoço, sabe-se lá porque.

* * * * *

Maiores explicações aqui

Fui Me
Stay (SIC)


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